2026-27 Principais notícias da semana

As principais notícias que movimentaram a semana do comércio internacional.

29/06/26: Brasil lança guias para ampliar exportações ao mercado europeu

O governo brasileiro está avançando na implementação do acordo Mercosul–União Europeia e, para ampliar a participação das empresas brasileiras no mercado europeu, o MDIC lançou dois manuais estratégicos sobre Regras de Origem e Indicações Geográficas. Os materiais têm como objetivo orientar empresas sobre requisitos, documentação e procedimentos necessários para acessar os benefícios previstos no acordo.

Na prática, os guias auxiliam exportadores a obter reduções tarifárias, comprovar a origem dos produtos e evitar barreiras comerciais, aumentando a segurança e a competitividade das operações internacionais. Também trazem orientações sobre classificação de produtos, certificados e exigências para exportação ao mercado europeu, além de destacar a proteção e valorização de produtos com indicação geográfica, como cafés e vinhos.

A expectativa é que a iniciativa contribua para o crescimento das exportações brasileiras e do fluxo logístico entre Brasil e Europa, impulsionando a demanda por transporte marítimo e multimodal. A estratégia do governo busca ampliar o uso efetivo do acordo comercial, reduzir barreiras técnicas e aproximar as empresas das oportunidades de negócios no mercado europeu.

Fonte: MDIC / Boletim Delmar

29/06/26: CMA CGM aplica novo recargo em rotas Índia–América do Sul

A CMA CGM anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 1.000 por contêiner seco para embarques da costa oeste da Índia com destino à costa leste da América do Sul, exceto o norte do Brasil. A medida entra em vigor em 25 de julho de 2026 e terá validade por tempo indeterminado, impactando principalmente contratos de curto prazo e cargas secas transportadas em contêineres padrão e especiais.

O novo recargo será somado ao frete marítimo e poderá aumentar ainda mais os custos logísticos ao se acumular com outras despesas, como combustível (bunker), THC e taxas de segurança. Segundo a armadora, a medida reflete o aumento sazonal da demanda por transporte marítimo e a pressão sobre a capacidade de navios e equipamentos, em linha com o movimento observado em outras rotas globais.

Para empresas que operam no comércio entre Índia e América do Sul, o impacto pode incluir aumento dos custos de importação de insumos, pressão sobre cadeias produtivas e necessidade de revisão do planejamento logístico. Nesse cenário, a gestão de contratos, a antecipação de embarques e o controle dos custos de transporte tornam-se fatores decisivos para minimizar os efeitos da alta dos fretes marítimos no curto prazo.

Fonte: Portal Portuário / Boletim Delmar

29/06/2026: Turkish Cargo lança solução dedicada para transporte automotivo

A Turkish Cargo lançou o TK Auto, uma solução de carga aérea desenvolvida especificamente para a indústria automotiva. O serviço foi estruturado em duas categorias: Auto Part, voltada para o transporte de peças e componentes críticos, e Auto Finished, destinada ao transporte de veículos completos, incluindo automóveis, veículos elétricos, motocicletas, protótipos e modelos premium.

A nova solução oferece prioridade de embarque para componentes estratégicos, como motores, sistemas de freio, airbags e peças para veículos elétricos, contribuindo para a continuidade das operações industriais e das cadeias just-in-time. Para o transporte de veículos, a companhia disponibiliza planos de carregamento personalizados, equipes especializadas e processos dedicados de manuseio, garantindo maior segurança para cargas sensíveis e de alto valor agregado.

Além dos diferenciais operacionais, o TK Auto aposta na digitalização por meio da plataforma TKGO, que permite reservas online e maior visibilidade das operações. A iniciativa reforça a tendência de crescimento das cargas especializadas no transporte aéreo, impulsionada pela demanda por soluções mais rápidas, seguras e customizadas para a indústria automotiva, especialmente diante da expansão global do mercado de veículos elétricos e da crescente complexidade das cadeias logísticas.

Fonte: Turkish Cargo / Boletim Delmar

30/06/26: Brasil acelera modernização das importações e reduz burocracia

O Brasil está avançando na modernização do comércio exterior por meio da expansão do Novo Processo de Importação (NPI) e da Declaração Única de Importação (DUIMP), que já é utilizada em mais de 80% das operações de importação. A iniciativa fortalece o Portal Único de Comércio Exterior e consolida um modelo mais digital, integrado e eficiente para empresas que atuam no mercado internacional.

Na prática, a DUIMP permite a prestação única de informações, promove a integração entre órgãos governamentais e reduz etapas burocráticas. Como resultado, as cargas tendem a ser liberadas com maior rapidez, diminuindo o tempo de permanência em portos e aeroportos, além de contribuir para a redução de custos operacionais. O uso de análise de risco também torna as inspeções mais direcionadas, reduzindo fiscalizações desnecessárias e aumentando a eficiência dos processos.

A digitalização do comércio exterior brasileiro traz ganhos de previsibilidade, competitividade e agilidade para as empresas, com menos erros documentais e desembaraço mais rápido. Aliada à cooperação internacional e à adoção de boas práticas globais, a iniciativa reforça a tendência de modernização do setor e deve contribuir para o aumento da eficiência logística e do fluxo de cargas no país.

Fonte: MDIC / Delmar Notícias

30/06/26: Maersk volta ao lucro em cenário desafiador no Shipping

A Maersk, maior empresa de transporte de contêineres do mundo, voltou a apresentar lucro após um período de resultados pressionados, sinalizando uma recuperação operacional mesmo em um cenário desafiador para o transporte marítimo global. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, pela disciplina na gestão de custos e pela contribuição crescente de negócios além da navegação tradicional.

Entre os destaques, os terminais portuários se consolidaram como importantes geradores de lucro, enquanto a área de logística e serviços manteve crescimento consistente. Já o segmento de transporte marítimo segue enfrentando pressão devido à queda dos fretes e ao excesso de capacidade global. Esse cenário reforça a importância da estratégia de diversificação da companhia, reduzindo a dependência exclusiva das receitas provenientes do transporte oceânico.

Para o mercado de carga, o resultado indica maior estabilidade das grandes armadoras e continuidade da oferta global de capacidade, embora a pressão sobre tarifas permaneça. A tendência do setor aponta para o fim do ciclo de superlucros observado no pós-pandemia e para um ambiente mais competitivo, em que eficiência operacional, controle de custos e investimentos em logística e infraestrutura portuária se tornam fatores cada vez mais decisivos para a rentabilidade.

Fonte: Splash247 / Boletim Delmar

30/06/26: Carga aérea global cresce 6% em maio de 2026

Os dados mais recentes da IATA indicam que o mercado global de carga aérea mantém trajetória de crescimento em 2026, com avanço de 6,0% na demanda total e de 6,5% nas operações internacionais. Como a capacidade cresceu em ritmo mais moderado — 1,9% globalmente e 2,8% nas rotas internacionais —, o setor segue operando em um ambiente de demanda superior à oferta, sustentando a utilização elevada da capacidade disponível.

O desempenho regional foi liderado pela África (+13,3%), seguida por América do Norte (+10,5%), Ásia-Pacífico (+8,0%) e Europa (+6,7%). A América Latina apresentou crescimento mais modesto (+1,9%), enquanto o Oriente Médio registrou retração de 8,9%, reflexo das tensões geopolíticas que impactaram rotas e capacidade na região. O crescimento do comércio internacional, que acumula 25 meses consecutivos de expansão, continua sendo o principal motor da demanda por transporte aéreo de cargas.

Para o setor logístico, o cenário aponta aumento da necessidade de capacidade aérea, maior utilização de aeronaves cargueiras e espaços belly cargo, além de pressão por eficiência operacional. Apesar da queda de 16,3% no custo do combustível no período analisado, o ambiente segue influenciado por fatores geopolíticos e pela evolução do comércio global. A tendência permanece positiva, mas com diferenças relevantes entre regiões e uma oferta ainda em processo de ajuste ao ritmo da demanda.

Fonte: IATA / Boletim Delmar

01/07/26: Frigoríficos brasileiros reduzem produção com limite da China

A indústria brasileira de carne bovina começa a reduzir o ritmo de produção diante da proximidade do esgotamento da cota de importação da China, principal destino das exportações do setor. Como as exportações acima do limite estabelecido passam a enfrentar tarifas significativamente mais altas, os frigoríficos estão ajustando operações para evitar perdas de competitividade no mercado chinês.

A cota anual da China é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% para os volumes enquadrados nesse limite. Após o esgotamento da cota, a tributação pode chegar a 67%, tornando muitas operações economicamente inviáveis. Como o controle chinês considera o volume efetivamente desembarcado no país, e não apenas o embarcado, empresas do setor já iniciaram medidas como redução de abates, paralisação parcial de plantas e concessão de férias coletivas em algumas unidades.

Os impactos se estendem por toda a cadeia logística e produtiva. A expectativa de redução das compras chinesas nos próximos meses deve diminuir os embarques de carne bovina para a Ásia, reduzindo a demanda por contêineres refrigerados (reefers) e afetando fluxos portuários, especialmente no Porto de Santos, responsável por grande parte dessas exportações. O cenário também reforça a elevada dependência do mercado chinês e evidencia os desafios de diversificação de destinos para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Datamar / Boletim Delmar

01/07/26: Novo centro ferroviário amplia capacidade de cargas no Porto de Santos

A inauguração do novo Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) no Porto de Santos representa um avanço relevante para a logística brasileira, ao integrar as operações ferroviárias de quatro concessionárias e permitir um planejamento mais coordenado do fluxo de trens. O projeto faz parte de um investimento de cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura, incluindo novos pátios, modernização de vias e adoção de tecnologias para aumentar a eficiência operacional.

Entre os principais ganhos estão a ampliação da capacidade ferroviária, a redução de custos logísticos e a melhoria da previsibilidade das operações. As obras incluem seis novos pátios ferroviários, modernização de mais de 90 km de trilhos, instalação de 126 novos aparelhos de via e a possibilidade de operar trens mais longos, com até 2,4 km de extensão e 140 vagões. Com isso, o porto poderá movimentar mais cargas em menos tempo, reduzindo gargalos históricos no acesso ferroviário.

O projeto fortalece o Porto de Santos como principal hub logístico da América Latina, ampliando a competitividade das exportações brasileiras, especialmente de commodities. Além de aumentar a participação da ferrovia no transporte de cargas, a iniciativa tende a reduzir a circulação de caminhões na região da Baixada Santista, contribuindo para menor congestionamento urbano e maior eficiência na cadeia logística do comércio exterior.

Fonte: Jornal Portuário / Boletim Delmar

01/07/2026: Fretes aéreos mostram sinais de queda após alta recente

O mercado global de carga aérea começa a apresentar sinais de estabilização após um período marcado por fortes altas nas tarifas de frete. Com o aumento da capacidade disponível e uma demanda crescendo em ritmo mais moderado, os preços passam por um processo gradual de correção, indicando uma possível normalização do mercado no curto prazo.

O principal fator por trás desse movimento é a expansão da oferta, impulsionada pela ampliação da malha aérea e da capacidade disponível nos porões de voos comerciais (belly cargo). Embora algumas rotas continuem aquecidas, especialmente na Ásia, outras já registram redução dos fretes, proporcionando maior previsibilidade para embarcadores e contribuindo para a redução gradual dos custos logísticos.

Para as empresas, o cenário abre oportunidades para renegociação de contratos e melhor planejamento das operações de transporte. Ainda assim, fatores como tensões geopolíticas, custos de combustível e ajustes nas rotas internacionais continuam exigindo cautela. A tendência para 2026 é de um mercado mais equilibrado, com maior competição entre companhias aéreas e menor volatilidade em comparação aos períodos recentes de forte pressão sobre os fretes.

Fonte: Aircargo News / Boletim Delmar

02/07/26: EUA e Irã concluem nova rodada de negociações com foco em Ormuz

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram em temas estratégicos para o comércio global após dois dias de encontros indiretos em Doha, no Catar. As discussões concentraram-se principalmente na segurança do Estreito de Ormuz e no possível desbloqueio de recursos financeiros iranianos no exterior, pontos considerados relevantes para reduzir tensões na região e fortalecer compromissos já estabelecidos entre as partes.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde transitam grandes volumes de petróleo, gás e mercadorias. Por isso, qualquer avanço diplomático tende a trazer maior previsibilidade para o transporte marítimo internacional, reduzindo o risco de interrupções logísticas, desvios de rota e custos adicionais relacionados a seguros e operações de navegação.

Apesar do progresso nas negociações, ainda não houve avanços definitivos em temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, que deverá ser discutido em futuras rodadas. Para o mercado, a continuidade do diálogo é vista de forma positiva, pois contribui para diminuir incertezas geopolíticas e favorecer a estabilidade das cadeias globais de suprimentos, especialmente nos setores de energia, transporte marítimo e comércio internacional.

Fonte: Valor Econômico / Boletim Delmar

02/07/2026: Estudo aponta os principais desafios dos portos brasileiros até 2035

A Antaq aprovou o estudo Riscos Globais Portuários, que servirá como base para o planejamento estratégico do setor até 2035. O levantamento aponta que os principais riscos de curto prazo para os portos brasileiros incluem instabilidade política, conflitos geoeconômicos, aumento da carga tributária, excesso de regulação, falhas em infraestruturas digitais críticas e interrupções nas cadeias globais de suprimentos, fatores que podem comprometer a competitividade e a eficiência operacional.

No horizonte de longo prazo, as mudanças climáticas aparecem como a principal preocupação, com destaque para eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e exigências de descarbonização do transporte marítimo. Ao mesmo tempo, o avanço da digitalização exige investimentos em cibersegurança, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e capacitação voltada à automação e inteligência artificial.

O estudo conclui que a resiliência será tão importante quanto a capacidade operacional para os portos brasileiros. As recomendações incluem modernização digital, adaptação climática, monitoramento contínuo de riscos, investimentos em infraestrutura resiliente e maior integração entre governo, operadores e academia, reforçando que tecnologia, sustentabilidade e gestão de riscos serão fatores decisivos para a competitividade do setor até 2035.

Fonte: Modais em Foco / Boletim Delmar

02/07/26: CMA CGM compra operação logística da FedEx e amplia presença global

A CMA CGM anunciou a aquisição da FedEx Supply Chain por US$ 1,4 bilhão, em um movimento estratégico que amplia sua atuação logística integrada na América do Norte. A operação reforça a proposta da companhia francesa de oferecer soluções completas de ponta a ponta, conectando transporte marítimo, aéreo, armazenagem e distribuição em uma única plataforma logística.

Com a incorporação dos ativos à CEVA Logistics, o grupo quase triplicará sua operação de logística contratada na região, passando a administrar cerca de 150 armazéns, presença em mais de 240 localidades e aproximadamente 20 mil colaboradores. Paralelamente, CMA CGM e FedEx firmaram acordos de longo prazo para cooperação em carga aérea e transporte marítimo, visando otimizar a utilização de capacidade, ampliar a flexibilidade de rotas e fortalecer suas redes globais de movimentação de cargas.

A transação reforça a tendência de consolidação e integração no setor logístico global. Para embarcadores, os principais benefícios esperados incluem maior capilaridade operacional, mais opções de transporte integrado, ganhos de eficiência na cadeia de suprimentos e melhor visibilidade das cargas. O movimento também intensifica a competição entre grandes operadores logísticos globais e confirma a convergência crescente entre transporte marítimo, aéreo, armazenagem e distribuição como modelo dominante para o futuro da logística.

Fonte: Air Cargo News

03/07/26: Mercosul moderniza transporte de cargas entre Brasil e Paraguai

Brasil e Paraguai assinaram, durante a 68ª Cúpula do Mercosul em Assunção, um protocolo bilateral que regulamenta o transporte internacional de cargas de menor porte entre os dois países. O acordo preenche uma lacuna regulatória ao estabelecer regras uniformes para a operação, proporcionando maior segurança jurídica para transportadores, operadores logísticos e demais agentes envolvidos no comércio fronteiriço.

O novo marco define critérios para habilitação de transportadores, veículos autorizados, documentação exigida e procedimentos operacionais e aduaneiros. Entre os avanços, destaca-se a obrigatoriedade do uso dos documentos internacionais MIC/DTA e CRT, ampliando a rastreabilidade das cargas, fortalecendo o controle aduaneiro e reduzindo a informalidade nas operações de transporte internacional.

A medida deve contribuir para maior eficiência logística na tríplice fronteira, especialmente entre Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Presidente Franco. Os veículos enquadrados no novo regime passarão a utilizar a Ponte da Integração para ingresso no Brasil, reduzindo a pressão sobre a Ponte Internacional da Amizade e melhorando o fluxo de mercadorias. O acordo reforça a integração regional no Mercosul e tende a reduzir custos operacionais, aumentar a competitividade e facilitar o comércio entre os dois países.

Fonte: Receita Federal / Boletim Delmar

03/07/2026: China reforça estratégia marítima global e amplia influência logística

Empresas chinesas estão acelerando a diversificação de suas fontes de suprimento e ampliando investimentos em inteligência artificial e digitalização logística, em uma estratégia que busca aumentar a resiliência das cadeias de abastecimento sem reduzir a influência do país sobre o comércio global. Segundo análises do setor, o movimento integra uma estratégia marítima mais ampla de Pequim para fortalecer sua presença e capacidade de coordenação nas cadeias globais de transporte e suprimentos.

A combinação entre logística e tecnologia tem ampliado a eficiência operacional chinesa, com crescente uso de inteligência artificial para planejamento logístico, otimização de rotas, gestão de estoques e melhoria da visibilidade das cadeias de suprimentos. Essas iniciativas contribuem para aumentar a capacidade de resposta diante de riscos geopolíticos e interrupções comerciais, reforçando a posição da China como um dos principais centros logísticos do mundo.

Mesmo com a expansão produtiva para outros países asiáticos, a China mantém papel central nas redes marítimas internacionais e segue fortalecendo sua infraestrutura portuária e seus corredores logísticos estratégicos. O movimento reflete uma tendência global de priorização da resiliência sobre a eficiência pura, ao mesmo tempo em que intensifica a competição entre países e blocos econômicos por rotas comerciais, hubs logísticos e cadeias de suprimentos cada vez mais integradas e tecnologicamente avançadas.

Fonte: Container News

03/07/26: Turkish Airlines retoma rotas e amplia operações no Oriente Médio

A Turkish Airlines está avançando na normalização de suas operações no Oriente Médio após as interrupções causadas pelas recentes tensões geopolíticas na região. A companhia retomou os voos para Abu Dhabi em 1º de julho e anunciou o retorno das operações para Dammam (10 de julho), Kuwait (11 de julho) e Bahrein (16 de julho). Paralelamente, ampliou frequências em mercados estratégicos, dobrando a oferta para Dubai e aumentando a capacidade para Amã e Beirute, reforçando a conectividade por meio de seu hub global em Istambul.

A retomada tem impacto relevante para a logística e o transporte aéreo de cargas, com aumento da disponibilidade de capacidade belly cargo e recuperação gradual dos fluxos afetados pelas restrições operacionais dos últimos meses. O movimento amplia as opções de conexão entre o Oriente Médio e mercados da Europa, Ásia, África e Américas, contribuindo para reduzir gargalos logísticos e aumentar a previsibilidade das operações internacionais.

A recuperação da malha aérea da Turkish Airlines sinaliza o fortalecimento do papel do Oriente Médio como hub estratégico para passageiros e cargas. Além de favorecer o comércio internacional com mais capacidade e conectividade, a iniciativa demonstra a retomada gradual da normalidade operacional na região, embora as companhias aéreas continuem monitorando o cenário geopolítico para ajustar rotas e oferta conforme a evolução dos acontecimentos.

Fonte: Aeroin / Boletim Delmar