Comércio Exterior deixa área operacional e assume papel estratégico nas empresas

Relatório Global aponta ascensão do compliance geopolítico nas decisões corporativas

Tarifas, sanções, rastreabilidade e regras de origem tornam-se fatores centrais de competitividade empresarial.

O relatório Global Trade Report 2026 da Thompson Reuters mostra que áreas de comércio exterior e aduanas estão assumindo protagonismo estratégico nas organizações diante da crescente complexidade regulatória global.

A volatilidade tarifária é apontada como a principal mudança regulatória enfrentada na atualidade, para 72% dos profissionais de comércio internacional – segundo o levantamento.

O cenário, impulsionado por tarifas, sanções econômicas, exigências ambientais, regulamentações digitais, controles de origem e maiores exigências de rastreabilidade resultam em uma mudança estrutural nas funções dos departamentos de comércio exterior, que passam de executores de processos a gestores de risco corporativo.

A pesquisa também destaca o crescimento da adoção de tecnologia, inteligência regulatória e automação como respostas ao aumento da competitividade operacional.

Impactos Esperados:

  • Fortalecimento das áreas de compliance aduaneiro;
  • Crescimento de investimentos em tecnologia regulatória;
  • Maior integração entre comércio exterior, finanças e supply chain.
  • Aumento da relevância da gestão de risco geopolítico.
  • Transformação do comércio exterior em vantagem competitiva.

Leitura de Mercado

O tema dominante não é uma guerra, uma tarifa ou um aumento de frete. O que emerge das principais notícias globais é uma transformação mais profunda: o comércio internacional está migrando de uma lógica baseada em acesso para uma lógica baseada em capacidade de adaptação regulatória e posicionamento estratégico.

Fonte: Datamar e AirCargo News