Embarques caíram 23,7% no primeiro semestre, com café e siderurgia liderando as perdas registradas pelo estado mineiro.
As exportações de Minas aos EUA somaram US$ 1,87 bilhão, refletindo impactos tarifários e problemas climáticos que afetaram a oferta de café.

Impactos Esperados
- busca por mercados alternativos;
- Redução temporária de receita exportadora;
- Pressão sobre setores industriais intensivos em comércio exterior.
Leitura de mercado
Exportações brasileiras para Estados Unidos recuaram 13% e vendas para a Argentina encolheram 19,4%. Ainda assim, o Brasil fechou o primeiro semestre de 2026 com superávit comercial de USD 42,4 bilhões, um crescimento de 40,3% sobre o mesmo período do ano anterior, desempenho sustentado pelo avanço das exportações pra China, que cresceram 21, 9% e pela alta nos preços do petróleo.
Empresas que tinham diversificação de mercados construída antes ou desde o início da crise, em julho de 2025, agora estão sentindo menor impacto. Quem dependia desses mercados ficou exposto sem saída rápida.
O segundo semestre começa com as mesmas pressões ativas. Investimentos na qualidade do processo interno e na diversificação de mercado são drivers estratégicos que não podem ser acionados rapidamente. Eles devem fazer parte da conjuntura operacional e comercial da empresa sempre. Quem tem operação estruturada responde com estratégia. Quem depende de improviso, responde com custo.
Fonte: Diário do Comércio / Secex MDIC / Luciano Bresciani