Complexidade regulatória ainda limita ganhos para PMEs, que enfrentam barreiras operacionais e de conformidade para acessar o potencial comercial do acordo.

Adequações documentais, certificações e regras de origem aparecem entre os maiores desafios. Esse cenário demonstra que há muito trabalho a ser realizado para facilitar o acesso aos mercados europeus para empresas brasileiras.

Impactos Esperados:
- Crescente demanda por consultorias de comércio exterior;
- Ampliação da relevância do OEA e da conformidade aduaneira.
- Necessidade de capacitação empresarial.
Leitura de mercado
Três grandes vetores marcam o cenário dos negócios internacionais em julho de 2026:
- Redesenho das relações comerciais globais, impulsionado pelas novas barreiras dos Estados Unidos ao Brasil;
- Aceleração da diversificação de mercados, com foco em Europa, China, Sudeste Asiático e Ásia Central, movimento liderado por Apex Brasil e governo federal – buscando a celebração de acordos que permitam redirecionar rapidamente a produção brasileira.
- Persistência das pressões logísticas globais, decorrentes das tensões do Oriente Médio, da alta dos fretes marítimos e reorganização das rotas internacionais.
Embora os esforços do governo federal em buscar novos acordos para reposicionar as vendas perdidas pelas barreiras impostas pelos americanos, essas iniciativas não alcançam as pequenas e médias empresas, que poderão sentir muito mais o impacto das medidas.
Vale lembrar que as PMEs respondem por 99% dos CNPJs ativos no Brasil e geraram aproximadamente 80% das novas vagas formais de trabalho em 2025, respondendo por cerca de 26,5% do PIB Brasileiro.
Fonte: Datamarnews.