UE aceita protocolos sanitários e abre caminho para retomada das compras do frango brasileiro, reduzindo uma das principais barreiras sanitárias às exportações brasileiras de carne de frango.
Relatório Final da auditoria realizada entre 24 de agosto e 04 de setembro conclui que o sistema brasileiro de fiscalização e controle atende às exigências europeias.
Entretanto, o relatório técnico favorável não produz automaticamente a reabertura do mercado.
A decisão final ainda depende dos trâmites internos da UE e da aprovação dos Estados-Membros em procedimentos regulatórios do bloco. O governo brasileiro solicitou que o tema seja analisado pelo Scopaff (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), cuja próxima reunião relevante está prevista para outubro.

Para os exportadores de frango, o cenário evoluiu de incerto, em meados de setembro, para altamente provável no final de setembro, mas ainda aguardando formalização europeia.
A União Europeia importou cerca de 231 mil toneladas de carne de frango brasileira em 2024, representando aproximadamente 4,5% de todas as exportações brasileiras de frango. Antes das restrições europeias mais duras, o Brasil chegou a exportar mais de 500 mil toneladas por ano para o bloco europeu.
Num cenário conservador, se espera forte demanda por cortes especiais e produtos processados, num mercado de alto valor agregado, com vendas de até 250 mil toneladas/ano. Mesmo com volumes mais baixos, a UE é importante porque a Europa em geral paga preços superiores aos praticados em mercados mais volumosos, como China, Emirados Árabes e Japão.
Embora a lista definitiva de frigorificos autorizados a exportar para a União Europeia dependa de relistagem formal da UE, espera-se que grupos como BRF (Sadia/Perdigão), JBS/Seara, Cooperativa Aurora, Coopavel, Cooperativa Lar, C.Vale e Copacol figurem entre as homologadas.
Entre os estados exportadores, o maior produtor é o Paraná, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Leitura de Mercado
Em termos econômicos, a realocação de aproximadamente USD 700 milhões a USD 1 Bilhão/ano em vendas de alto valor agregado permite a recuperação de um mercado premium, aumenta o poder de barganha dos exportadores brasileiros e elimina a principal objeção técnica da UE, reduzindo risco regulatório para aves.
Fontes: Brasil 247 / O Tempo / Exame / Atento News / Globo / Poder 360 / Metrópoles
Texto proprio – com base em pesquisa. Imagem de IA.